"É melhor ser alegre do que triste, alegria é a melhor coisa que existe!"

quarta-feira, agosto 02, 2006

testando limites

Dançar junto com alguém implica em muitas coisas.
Ultrapassar limites, aprender a se movimentar com o outro.
No caso da mulher, deixar-se ser conduzida.
(é o homem que conduz em todas as danças que se dance em par)
É uma condução consetida, a mulher deve seguir o homem para que a dança aconteça.
É como seduzir. É como deixar-se ser seduzida.
Nada simples...
Olhos nos olhos. arriscar-se. errar. acertar o passo com o outro. sentir. checar os limites. seguir a música. deixar-se levar. sentir, perceber o que o outro quer dizer. entender cada movimento. sentir. esquecer dos próprios limites. seduzir...
Dançar é fascinante. Tango é deslumbrante. Checando ontem meus limites, resolvi que devo continuar dançando, arriscando...

11 comentários:

Sean Hagen disse...

*


ia falar que sou um perna de pau, que ainda vou fazer dança de salão, que vou aprender a coreografar essa 'luta' sensual, mas acho que o assunto aqui é outro.
e quando mulheres assumem posturas claras e conscientes, não há feminista ou o escambau que tenha argumentos pra rechaçar.
La Cumparcita toca ao fundo, queriam elas ou não.


*

Ana disse...

As mulheres sempre querem ser tocadas...

Sean Hagen disse...

*

!!!!!


*

Ana disse...

... na sua sensibilidade, Sean!!

Como quando ouvem La Cumparcita...

Graziana disse...

Sean, convite feito ;)

Ana, concordo, as mulheres sempre querem que sua sensibilidade seja tocada!

marcia disse...

os homens também querem que sua sensibilidade seja tocada. também eles têm tesouros escondidos que a gente segura na mão como um vidro antigo.

mas este negócio de "sempre" é complicado. a exposição da sensibilidade (a minha, óbvio) tem hora, lugar, destinatário. senão seria impossível viver.

Ana disse...

Não é complicado, não!
Sempre quero. Nem sempre consigo.

A seleção do que me toca, ou não, acontece com naturalidade.

Nem sempre foi assim. Agora é.
Cansei de me fechar e tentar racionalizar estas coisas.

Temos um sexto sentido, um instinto que deve ser respeitado. Ele é resultado de tudo o que aprendemos, vivemos, observamos e funciona como um sensor, que seleciona o que nos toca ou não.

marcia disse...

ah, eu só acho que não é "sempre". este instinto que vc fala é o mesmo que faz vc acordar um dia dizendo "hoje não quero que nada me toque, hoje quero estar pra dentro, hoje lanço mão de minha proteção, hoje quero ficar quieta". e no dia seguinte pode ser diferente, ou com outra pessoa pode ser diferente.

sempre lembro de uma frase do Barthes, que diz que seria impossível amar se não pudéssemos esquecer que amamos, pelo menos um pouco. viver em eterna sensibilidade seria terrível. não seria? hum... eu acho, mas eu sou esquisita mesmo.

Sean Hagen disse...

*

eXquisita?


*

Graziana disse...

Marcia, você não é esquisita nada!

Também concordo que não é sempre...

Bom é claro que tem dias que não queremos nada, nem que a nossa sensibilidade seja tocada, mas acredito que tanto os homens, como as mulheres gostam de ter sua sensibilidade tocada - não que seja sempre...

POde até acontecer de num dia, que não queremos nada,de sermos surpreendidos e termos nossa sensibilidade tocada, uma lembrança ao ouvir uma música no rádio,por exemplo...

não podemos planejar, acontece, nossa sensibilidade pode ser tocada ou não...isso sob meu ponto de vista.

E acho que tudo que é demais enjoa, pelo menos pra mim - seria impossível amar se não pudessemos esquecer que amamos...a individualidade se faz necessária,
o pra sempre junto sempre me assusta...

Velazquez disse...

Gostei desses questionamentos aqui. E tive que rir da resposta do Hagen. É resposta de homem, não tem como discutir. A maioria deles é assim. O tango toca ao fundo e pronto.

Eu cansei de brigar com os homens. Agora eu aprendo a ver como eles "funcionam", dissecando a mente de meu amore com perguntas.
Quando ele não aguenta mais, pede que eu me comporte como uma mulher...

E aí eu dou uma trégua pra ele.