"É melhor ser alegre do que triste, alegria é a melhor coisa que existe!"

quarta-feira, maio 23, 2007

Tenho uma pilha de coisas pra ler aqui na mesa, mas to sem vontade. Pulei pro livro do Duda Mendonça e acabei lendo ele todo em três dias.

Vou falar dele, porque a Maris me perguntou sobre o ultimo livro que li. Na realidade li um pouco de cada livro, mas nada de literatura. Sabe como é, aulas, trabalho de conclusão, ando pipocando por tudo que me interessa de comunicação e política, mas ando no meio do caos, leio de tudo um pouco, mas nada por inteiro. Bom, talvez seja o inferno astral.

Mas Casos e Coisas acabou chamando minha atenção depois que minha colega leu o trecho:

“Sempre gostei de música. Desde criança. Lembro de canções que me emocionam muito. Que marcaram minha vida. Mas minha emoção nunca foi dita só pelo ritmo ou a melodia dessas canções. Vinha também – e, muitas vezes, principalmente – da letra. Da poesia da palavra cantada.”

É o inicio do capitulo 8 “Jingle é um discurso musical".
E este é o tema do meu trabalho de conclusão! Pombas, pensei, que será que este cara vai falar sobre isso!

Falou coisas interessantes, valeu a pena ler o livro, só por este capítulo....

Duda Mendonça é um cara de boas idéias. Tem toda a parte do escândalo, claro, mas ele escreveu antes disso este livro. Que pena, não conta os bastidores da campanha de 2002. Mas conta do gelol “Não basta ser pai, tem que participar”, Apresenta sua infância e sua admiração por seu pai, que era pintor... Fala sobre o inicio de sua carreira como corretor de imóveis (!)

Cita Maluf e outros políticos com quem trabalhou. Mas não conta tudo que gostaríamos de saber. Já que não seria ético ... Pois bem, dá dicas, como se estivesse conversando com um político. Apresenta a importância da comunicação, em todas as áreas: publicidade e propaganda, relações públicas e jornalismo.

Fala como é bacana ser considerado o “mago”, mas em quanto é difícil sustentar esta imagem. “As pessoas querem que eu sempre faça mágica, eu não sou mágico”.

Os últimos capítulos são um mini diário, não gostei muito porque não trouxe informações sobre marketing político, como no inicio do livro. Conta de sua viagem ao caminho de Santiago. Esta parte foi bom ler, porque já sei, quando eu for lá, que terei de usar uma bota dois números maior que meu pé, parar de tempos em tempos para lavar os pés, trocar os curativos e mudar as meias, duas meias de cada vez, uma mais fina por baixo e outra mais grossa por cima...lembrar de carregar poucas coisas na mochila, mas isso já estou aprendendo com as viagens quinzenais a Sta Cruz do Sul, quanto menos bagagem, melhor!

6 comentários:

maristela bairros disse...

Graziana. Não sabia do teu tema. Não quer entrevistar meu filho? Tá bom, tá bom. Mico de mãe. Mas ele muiiiiito bom em jingles. Hehe.
E quem diria, Duda no Caminho de Santiago. Prévia do Caminho do Inferno que viria depois. Deve ter abençoado as bolhas. Me empresta o livro?
bjs da tua colega inadimplente té pra comprar livro
maris

Sean Hagen disse...

*



acho que ele deixa de falar não por uma questão de ética com lula, fhc ou quem quer que seja.
não fala porque vai se comprometer, vai expor a - falta de - ética que tem.

eu acho ele superestimado.



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ederson disse...

Ah, vamos tomar um café quando tu puder... tenho q te pagar os 5 pila q eu te devo... convida o Duda Mendonça, ele deve gostar de coxinha de galinha

Arnaldo disse...

Até tenho certa admiração pelos profissionais de marketing e propaganda. Acho interessante esse negócio de vender produtos, alguns deles invendáveis. Alguns deles são muito criativos, embora não ache que cheguem a ser artistas, como quase todos eles se consideram.

O que eu fico com o pé atrás é com essa coisa do Marketing político. Essa coisa de tratar o candidato como produto a ser vendido. E no caso do Duda Mendonça, meu pé fica mais atrás ainda. Transita pelo partido do maluf e pelo PT com a mesma desenvoltura. Sei lá. '~ao consigo digerir isso direito.

E concordo com o Sean. Não tem nada de ético em nenhuma atitude dele. Tá tentando salvar sua pele.

Vivien disse...

Fiquei curiosa.;0)

Graziana disse...

Maris - o livro é da biblioteca, se pudesse, emrpestaria, mas já entreguei ;)
não sabia que teu filho sabia tudo de jingle! novidade! :D

Sean - acho que ele é superestimado também, caiu nas graças da midia, quem sabe..

Ederson, vamos sim, sem o Duda, ok!

Arnaldo - também não concordo sobre tratar os politicos como produto, acho que nem é possível até... claro que o mkt politico se apropria de alguns conceitos e estratégicas do comercial, mas acho que o principal é conhecer muito bem o político, tanto o que ele tem de bom, quanto de ruim, pra poder trabalhar isso, saber como apresentá-lo e como defendê-lo... não trabalho com campanha, nunca trabalhei, não sei se um dia vou trabalhar...

e quanto transitar de um partido para o outro, nesta profissão é super normal...mas eu acho bem melhor que este faça parte do partido, ou pelo menos acredite na ideologia deste... não sei se conseguiria trabalhar para alguém da direita, por exemplo...