"É melhor ser alegre do que triste, alegria é a melhor coisa que existe!"

sábado, julho 29, 2006

MPB - parte IV

Na mesma época da bossa , também tivemos a Jovem Guarda.
O conceito de juventude é criado nos pós-guerra. Conceito amplamente utilizado pela Jovem Guarda.
Nelson Rodrigues em suas crônicas assinalava esta cultura do jovem, sempre questionando a lógica do jovem.
Tínhamos musicas que falavam - Não acreditem em alguém com mais de 30...
O rock chegou ao Brasil em 1955 com Elvis. Cauby Peixoto foi o primeiro cara a cantar rock em português, em 1950.
Celi Campeiro, Toni Campeiro (Estúpido Cupido), Erasmo Carlos, Roberto Carlos, Vanderléia e tantos outros. Temos o cd proinido de Roberto Carlos, que inicia sua carreira imitando João Gilberto.
A convivência entre pessoal da bossa e da jovem guarda não era muito pacífica. As paradas de sucesso sempre foram concorridíssimas.
E tinham muitos clichês. Diziam que o pessoal da Bossa fazia música inteligente, enquanto o da Jovem Guarda, vivia com seu ieieie.
A TV era a arena que se dramatiza isto tudo.
Nesta época temos Jorge Bem que circulava pelas duas turmas, pelo pessoal da velha guarda (que só recebeu este nome, depois da criação da jovem guarda). Jorge Bem é um cara inclassificável, de grande talento, um dos ídolos de Caetano Veloso.
É a época de Tim maia, Raul Seixas, Jair Rodrigues, Tom Zé, etc, etc...

Por que voce me pergunta
Perguntas não vão lhe mostrar
Que eu sou feito da terra
Do fogo, da água e do ar....

É uma época de efervescência cultural.
Temos a Tropicália e toda irreverência de Caetano, Gil, Gal.

Sobre as cabeças os aviões
Sob os meus pés os caminhões
Aponta contra os chapadões
Meu nariz
Eu organizo o movimento
Eu oriento o carnaval
Eu inauguro o monumento
No planalto central do país
Viva a bossa –sa-as
Viva a palhoça – ça – ça – ça – ça


Você precisa saber da piscina

Da margarina, da Carolina, da gasolina
Você precisa saber de mim
Baby, babyEu sei que é assim

Temos os Mutantes, com grandes artistas entre 17 e 19 anos – Rita Lee, Arnaldo Antunes, Sergio Dias.

Ando
Meio desligado
Eu nem sinto
Meus pés no chão
Olho
E não vejo nada
Eu só penso
Se você me quer

Uma época de grandes transformações e talentos, uma pororoca cultural, estética e política.

Alguns livros
José Ramos Tinhorão – Historia Social da Musica Popular Brasileira, 1998.
Zuza Homem de Melo – A era dos festivais- uma parábola, 2003.
Fernando Barros e Silva – Chico Buarque, 2004.
Caetano Veloso – Verdade Tropical, 1997.

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