"É melhor ser alegre do que triste, alegria é a melhor coisa que existe!"

sábado, maio 26, 2007

coisinhas miúdas...

O frio chegou, inclusive em Santa Cruz do Sul. Pensei que não veria frio por lá, mas vi neste final de semana! Depois de um ano indo até a cidade de quinze em quinze dias, este é o segundo final de semana de frio. O primeiro de frio de verdade. Sábado o termômetro lá na UNISC marcava 4 graus, às 8h da manhã, enquanto eu me aquecia com um chocolate quente e me deliciava com o melhor pão de batata do campus.
Foi um final de semana renovador. Estava precisando mesmo. Frio e aquele solzinho, transformando a paisagem. Dias belíssimos. Santa Cruz ficou mais bonita nesta sexta e sábado. Aproveitei e fui mais cedo pra lá na sexta. Voltei a Catedral, que tinha conhecido quando pequena. Não tinha muitas lembranças da cidade, mas da catedral sim, pois tinha ficado impressionada com a sua altura na primeira visita. E ela continua lá, imponente. Foi muito bom chegar mais cedo, revisitar alguns lugares e conhecer outros novos. Fui a uma livraria - café super simpática. Iluminura é um daqueles lugares que dá vontade de ficar horas, olhando os livros, revistas, degustando os cafés e salgados deliciosos, fora os doces! Quando entrei lá, pensei: Ainda serei dona de um lugar assim, um espaço de cultura: música, arte, livros e boa mesa, reunidos num único espaço aconchegante. Quem sabe um dia!

Depois do passeio, aula. Assunto interessante. Valeu a pena.
Além do mais, conversas sempre bacanas nos intervalos. Quase sempre sobre música.
Encontrei alguns adoradores de MPB entre os colegas, se deixar podemos ficar horas falando sobre música, não fosse ter que voltar para a aula,ficávamos.
Neste final de semana estava com Maria Bethânia na cabeça. Escutei na sexta. Talvez por isso.
Mas sobre as musicas da Bethânia, talvez possa fazer outro texto depois contando.

No intervalo do almoço, numa passadinha rápida na livraria da UNISC, descobri um livro de poemas bem interessante, que me chamou atenção pela capa e título: O amor é vermelho de Suzana Vargas. Gostei do primeiro poema que consegui ler. Mas foi uma folhada rápida...
Encontrei a seguinte crítica na internet, feita por Adriano Espindola:

De Safo a Terêncio; de Catulo a Dante; de Camões a Gregório; de Gonzaga a Florbela Espanca; de Castro Alves a Vinícius; todos esses poetas, através dos tempos, souberam cantar algo em comum: a ardência do desejo, os tormentos do abandono, as inquietações das vésperas, a ausência do ser amado ou a sua mágica presença, no momento em que os corpos, imantados, se abraçam, reinventando a aurora e abolindo a morte. Poderiam ter dito (e sentido) que o amor, nesse exato instante em que o corpo é sede e cálice, chama e abismo, elevação e perda de si e do outro,é vermelho.Mas quem o disse agora e admiravelmente foi Suzana Vargas, nesta coleção de 36 poemas, acompanhados pelas não menos belas fotos de Antonio Lacerda. Versos e imagens aqui se entrelaçam e se complementam, reduplicando, já no plano artístico com que o livro é composto, aquilo que esta poesia nos revela na intimidade da sua música verbal: o encontro amoroso, feito de memória e paixão.Há tempos que na literatura brasileira não surge um livro de poemas tão densos e delicados, tão intensos e dedicados à grande tradição lírico-amorosa ocidental, esse misterioso eixo da nossa vida afetiva, imaginária e real. Por isso, Suzana pode afirmar que “a tua espera arde/ em todos os silêncios/ habitáveis da casa”. Arde, porque sabe que o amor é vermelho.
Tem aqui uma entrevista com a autora.

Chegando em Porto Alegre, ainda com fôlego, dei uma passada no MARGS para ver a exposição de Arminda Lopes: Miseráveis – A estética da dor. Fiquei e ainda estou sem palavras, só visitando pra sentir. Ficará no MARGS até 24 de junho, recomendo aos Porto- Alegrenses e a quem estiver por aqui nestes dias. E claro, não dá pra deixar de passar na cafeteria do MARGS e tomar um capuccino.

Vou me alongando, mas aproveito para divulgar algumas coisas bacanas que irão acontecer em Porto Alegre:

Quarta-feira, 30 de maio às 20h
Palestra: O amor na música de Chico Buarque
Palestrantes: Prof. Flávio Azevedo e Dr. Marco Aurélio Albuquerque
Local: Livraria Cultura Bourbon Shopping Country - Av. Tulio de Rose, 80 - Porto Alegre
Entrada Franca!

Diálogos Universitários
William Waack
Tema: Conjuntura politico-Econômica do Brasil
Data: 05 de Junho de 2007
Local: Auditório de Direito da UFRGS
Hora: 18:00
Convite aberto a maiores de 18 anos. Entrada Franca!
Inscreva-se aqui


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"E aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a música."
[Friedrich Nietzsche]

4 comentários:

Sean Hagen disse...

*



tão bom fazer coisas corriqueiras com um quê a mais.
legal que vc tá aproveitando tudo isso.



*

Rosamaria disse...

Avisa quando abrires teu espaço. Desejo de coração que o faças.

Bjs.

Clélia Riquino disse...

Grazi,

(...) Neste final de semana estava com Maria Bethânia na cabeça. Escutei na sexta. Talvez por isso. (…)

Por coincidência, também ouvimos Bethânia, no carro, este fds, no CD Que falta você me faz, onde ela canta Vinicius. Gosto, particularmente, neste disco, de “O astronauta”, dele & Baden. Antes da canção, o poetinha declama “Poética 1”. Ouça os 2, clicando no título abaixo:

Poética I
Vinícius de Moraes

De manhã escureço
De dia tardo
De tarde anoiteço
De noite ardo.

A oeste a morte
Contra quem vivo
Do sul cativo
O este é meu norte.

Outros que contem
Passo por passo:
Eu morro ontem

Nasço amanhã
Ando onde há espaço:
_ Meu tempo é quando.


O astronauta
Vinícius de Moraes & Baden Powell


Quando me pergunto
Se você existe mesmo, amor
Entro logo em órbita
No espaço de mim mesmo, amor

Será que por acaso
A flor sabe que é flor
E a estrela Vênus
Sabe ao menos
Porque brilha mais bonita, amor

O astronauta ao menos
Viu que a Terra é toda azul, amor
Isso é bom saber
Porque é bom morar no azul, amor


Mas você, sei lá
Você é uma mulher
Sim, você é linda
Porque é


Fui a uma livraria - café super simpática. Iluminura é um daqueles lugares que dá vontade de ficar horas, olhando os livros, revistas, degustando os cafés e salgados deliciosos, fora os doces! Quando entrei lá, pensei: Ainda serei dona de um lugar assim, um espaço de cultura: música, arte, livros e boa mesa, reunidos num único espaço aconchegante. Quem sabe um dia!

A-d-o-r-o(amos) ficar horas em livrarias e lojas de CDs, olhando, folheando, ouvindo, selecionando coisas pra levar, enqto tomamos água, capuccino, milkshake… E sempre levamos bem mais do que deveríamo$... Mas, aí, parcelamos as compras no cartão de crédito e saímos felizes, como crianças, da loja!

(...) descobri um livro de poemas bem interessante, que me chamou atenção pela capa e título: O amor é vermelho de Suzana Vargas. Gostei do primeiro poema que consegui ler. Mas foi uma folhada rápida...

Eu, como você, também vou muito pela capa, contracapa, orelhas e/ou título do livro, quando não tenho referência do autor (ou mesmo quando tenho). Quero escrever sobre isso, no meu blog, um dia. Não conheço Suzana Vargas, nem seu livro ilustrado de poesias. A crítica é bastante favorável! Diga-nos, depois, o que achou ou mostre-nos o que gostou...

Este título, "O amor é vermelho", remeteu-me à trilogia de filmes do diretor polonês, de nome impronunciável (tem consoante a mais e vogal a menos nele!): Krzysztof Kieslowski que fez, em 1993: A liberdade é azul, com Juliette Binoche, e, em 1994: A igualdade é branca & A fraternidade é vermelha, com a bela atriz, também francesa, Irène Jacob.

Nossa, este comentário passou dos limites!

Bjão,
Clé

Vivien disse...

Delícia é achar lugares especiais na cidade.;0)