"É melhor ser alegre do que triste, alegria é a melhor coisa que existe!"

quarta-feira, setembro 05, 2007

Inicio do fim

Terminei a monografia, já fiz inclusive o resumo em 15 frases...mandei as 66 folhas pro orientador avaliar e me dizer afinal, o que devo acrescentar, tirar, arrumar, reescrever... uma parte do peso se foi, vou só aguardar estas observações e pronto, chegado o fim!

Acho ate que este trabalho vai render um artigo, se tudo der certo, vou apresentar no seminário de comunicação que terá na PUC em novembro, vai dar certo, já me vejo lá apresentando o artigo, mais uma etapa concluída!

Não sei se caso ou compro uma bicicleta, não sei se faço seleção de mestrado neste ou no próximo ano, só sei que nada sei, como diria o filosofo.

Estou me deliciando com o livro do Fernando Barros sobre o Chico, adorando cada linha, ainda estou na metade, mas daqui uns dias termino, deixo o texto que abre o primeiro capitulo aos amigos leitores, foi escrito por Chico Buarque em 1998, por ocasião da comemoração dos 90 anos de Oscar. Nesta homenagem Chico fala de si mesmo, falando de Oscar e ao mesmo tempo, falando do Brasil, de forma genial, como sempre...

A Casa de Oscar era o sonho da família. Havia um terreno para os lados do Iguatemi, havia o anteprojeto, presente do próprio, havia a promessa de que um belo dia iríamos morar na casa do Oscar. Cresci cheio de impaciência porque meu pai, embora fosse dono do Museu do Ipiranga, nunca juntava dinheiro para construir a casa do Oscar. Mais tarde, num aperto, em vez de vender o museu com os cacarecos dentro, papai vendeu o terreno do Iguatemi. Deste modo, a casa do Oscar, antes de existir, foi demolida. Ou ficou intacta, suspensa no ar, como a casa do beco de Manuel Bandeira. Senti-me traído, tornei-me um rebelde, insultei meu pai, ergui o braço contra minha mãe e sai batendo a porta da nossa casa velha e normanda – só volto para casa quando for a do Oscar!Pois bem, internaram-me num ginásio em Cataguases, projeto do Oscar. Vivi seis meses naquele casarão do Oscar, achei pouco, decidi-me a ser Oscar eu mesmo. Regressei a São Paulo, estudei geometria descritiva, passei no vestibular e fui o pior aluno da classe. Mas ao professor de topografia, que me reprovou no exame oral, respondi calado – la em casa tenho um canudo com a casa do Oscar. Depois larguei a arquitetura e virei aprendiz de Tom Jobim Quando minha musica sai boa, penso que parece musica do Tom Jobim. Musica do Tom, na minha cabeça, e casa do Oscar.


PS - desculpem erros de pontuacao, portugues, faltas de acento, meu computador esta com problemas!!! problemas mil, ate o monitor resolver, de vez em quando, ficar metade preto!

2 comentários:

Sean Hagen disse...

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obsessão.
internação é o próximo passo.
síndrome de chiquete não tem cura.




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Rosamaria disse...

que bom que já estás na fase final! já é um alívio.