Pular para o conteúdo principal

Vinicius e Chico...

Nunca fiz relação entre músicas, nunca pensei que uma poderia ser resposta de outra.
Mas pensando bem, agora estas letras que o Chico e o Vinicius fizeram são relacioandas no texto de Ricardo Silvestrin, ele diz que uma é resposta pra outra no seu ultimo texto publicado na zero. Quantas outras músicas será que são respostas a outras?

Vinícius escreveu que "Para viver um grande amor, preciso é muita concentração e muito siso, muita seriedade e pouco riso... mister é ser um homem de uma só mulher; pois ser de muitas, poxa! é de colher... - não tem nenhum valor...". E mais uma série de afirmações sobre o que é preciso para viver o grande amor.
Chico Buarque, que tem em Vinícius um de seus mestres, cantou: "Tinha cá pra mim/ que agora sim/ eu vivia enfim o grande amor/ mentira/ Me atirei assim/ de trampolim/ fui até o fim um amador/ Passava um verão/ a água e pão/ dava o meu quinhão pro grande amor/ mentira/ Eu botava a mão/ no fogo então/ com meu coração de fiador/ Hoje eu tenho apenas uma pedra no meu peito/ Exijo respeito, não sou mais um sonhador/ Chego a mudar de calçada/quando aparece uma flor/ e dou risada do grande amor/ Mentira...".
A música/texto do Chico comenta a dificuldade de conseguir realizar o proposto pelo texto do Vinícius. Mostra que a ilusão do amor se desfaz. O cara diz que era tudo mentira. Desdenha o amor, o que passa a ser outra mentira, pois sempre se volta a sonhar viver o grande amor que Vinícius diz existir.

trecho do texto de Ricardo Silvestrin, publicado sábado, 15/07 no segundo caderno do jornal zero hora. Pode ser lido aqui

Comentários

Anônimo disse…
Hmm I love the idea behind this website, very unique.
»

Postagens mais visitadas deste blog

Lua Adversa

Tenho fases, como a lua Fases de andar escondida, fases de vir para a rua... Perdição da minha vida! Perdição da vida minha! Tenho fases de ser tua, tenho outras de ser sozinha. Fases que vão e que vêm, no secreto calendário que um astrólogo arbitrário inventou para meu uso. E roda a melancolia seu interminável fuso! Não me encontro com ninguém (tenho fases, como a lua...) No dia de alguém ser meu não é dia de eu ser sua... E, quando chega esse dia, o outro desapareceu... Cecília Meireles Gostaria de ter escrito esta poesia. Porque é m inha preferida, porque me descreve bem. Tinha 13 a primeira vez que li. Sigo relendo. Eu e minhas intermináveis fases. Não que sejam muitas, são fases que se alternam: que vão e que vem. num secreto calendário, inventando não sei bem por quem. Fases de andar escondida. Fases de ir para a rua. Fases de ser sozinha, ser de ninguém. Fases de ser tua, mas neste dia, não é seu dia de ser meu. E assim, não me encontro com ninguém. quando chega neste dia, o o...

Anne com E

A série da Netflix Anne with an "E" é baseada no livro  por  L. M. Montgomery  de 1908. A série é uma produção da rede Canadense CBC e tem apenas 3 temporadas e infelizmente não terá outras, como já foi anunciado. Mas, mesmo assim, vale assistir a cada capítulo! A história de Anne é comovente e repleta de aventuras. Ela é orfã e foi adotada por um casal de irmãos solteirões. A menina impetuosa ama os livros e tem uma imaginação e tanto!  Aos poucos vamos conhecendo a história dela e dos outros personagens e nos apaixonando por cada um deles!  Leia mais sobre, em um artigo de Jaqueline Peixer, no Medium

Quem sabe isso quer dizer amor